Nunca

Nunca - em hipótese alguma, sem distinção alguma, não importa sob quais circunstâncias, nem mesmo se você racionalmente pensar que vai te beneficiar e que o benefício vai compensar – dê seu coração a quem não merece recebê-lo. Coração é coisa grande demais. Você acha que pode usar só a cabeça e conservar o coração numa sala de esperas qualquer do seu peito, mas isso não vai acontecer. Ele não vai ficar lá porque, você sabe(!), coração é grande demais para caber numa salinha, coração é grande demais, espaçoso demais, espalhafatoso demais (E DEVE SER!) para ficar restrito a um único cômodo, acomodado. Coração é grande demais para não tomar o peito inteiro e querer sair pela boca. O meu quer sair pela boca e gritar pro seu silêncio: - Olha aquii, vê se me enxerga! Vê se pergunta dela! Vai, não perde essa chance: ela espera! É, era isso que ela fazia: es-pe-ra-va. Esperava com uma tolice que sua razão não tolerava. Esperava que fosse diferente. Só dessa vez, quem sabe, não sei... Que fosse diferente. Mas não preciso dizer Que não Era.

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